© All rights reserved GEPEM 2018

EQUIPES DE AJUDA
Um encontro entre os que ajudam a superar o Bullying

O que são as Equipes de Ajuda?

Diferentes investigações sobre o tema das intimidações entre iguais têm mostrado que a eficácia dos programas de prevenção ao bullying se dá pela participação efetiva dos alunos nas escolas. São inúmeros os resultados positivos que se pode alcançar com a implantação de formas de apoio entre iguais que têm sido organizadas sistematicamente em diversos países. Uma das formas de apoio são o que chamamos de “equipes de ajuda”. Descritas originalmente pelo colega espanhol o professor Dr. José Maria Avilés Martinés [1], as equipes de ajuda são formadas por um grupo de meninos e meninas das diversas salas de aula que trabalham juntos em atividades relacionadas aos conflitos reais de convivência que seu grupo escolar enfrenta. Todos se ajudam mutuamente diante de determinadas cenas de conflito atuando de forma solidária nas dificuldades cotidianas de convivência em que muitas vezes o professor não tem acesso, pela natureza dos conflitos vivenciados pelos alunos.

O objetivo das equipes de ajuda é oferecer apoio a quem sem sente sozinho e frágil bem como auxiliar no desenvolvimento de habilidades de cooperação entre todos. As equipes de ajuda auxiliam na redução do índice de situações de vitimização, observando o comportamento das pessoas e contribuindo com estratégias de autoproteção para a modificação das ações das vítimas e dos agressores, permitindo assim um bom clima no convívio escolar.

 

[1] O professor Dr. José Maria Avilés Martínes é membro do GEPEM e professor da Universidade de Valladolid na Espanha. Foi assessor do governo espanhol para a implantação das políticas públicas antibullying em seu país.

Como são escolhidos?

A escolha pelo formato em equipe não se deu de maneira aleatória, mas, sim, pautada no fato de que é um grupo que opera coletivamente em busca de um objetivo comum, evitando assim a sobrecarga de responsabilidade a uma única pessoa.

Quem escolhe os participantes das Equipes de Ajuda são os próprios alunos quando pensam naqueles em quem podem confiar. Sim, pois a confiança é a base da ajuda, da disposição em estar junto e em acolher quem sofre.

Para isso, é preciso que na formação que recebem com membros do GEPEM sejam trabalhadas questões como as etapas da relação de ajuda, técnicas de comunicação e estratégias para resolução de situações de conflitos, entre outras.

Por certo, o trabalho realizado pelas Equipes de Ajuda apresenta-se como uma das estratégias usadas pela escola no desenvolvimento da empatia e dos valores morais como a solidariedade, a justiça e o respeito entre os adolescentes.

É também uma resposta à lei número 13.185 (06 de novembro de 2015), a chamada "Lei AntiBullying", que obriga os estabelecimentos educacionais a terem em suas ações medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática. O trabalho desta Equipe incidirá sobre dois objetivos específicos, apresentados na lei citada: o de "prevenir e combater a prática da intimidação sistemática (bullying)" e o de "promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito a terceiros, nos marcos de uma cultura de paz e tolerância mútua" (Art. 4o.).

É, portanto, a mais eficiente alternativa para quem sabe que a superação do bullying só acontecerá em uma escola em que a convivência seja eleita como valor.

Os alunos aqui presentes neste I Encontro Nacional das Equipes de Ajuda sabem da responsabilidade que têm. E, certamente, desejam compartilhar com outras escolas a possibilidade de também poderem estufar o peito e afirmar: “somos contra o bullying” e “temos equipes que ajudam!”.

Então parceiro, parceiro

Fique comigo, oh,

fique comigo

Oh! Fique, fique comigo

Fique comigo

equipedeajuda on Instagram.png